SEJA RESPONSÁVEL. NÃO DEIXE A BANDA PASSAR

 

Muitos associam Responsabilidade Social a mais uma atividade de um negócio ou de uma estratégia de marketing. Embora o assunto esteja em evidência, poucos sabem seu verdadeiro significado.

Ser responsável socialmente é se preocupar de fato com o que está acontecendo no mundo.  Mais especificamente com as pessoas e suas crendices. O ser humano está perdendo seu valor e passando a ser o que representam seus bens e aparências. As mulheres buscaram tanto sua independência e reconhecimento no mundo e hoje são tratadas sem respeito, com gritos, e sua maioria é vista apenas como ferramenta de prazer sexual. As crianças sofrem reflexos deste novo mundo, sendo abandonadas ou trocadas por drogas diariamente por suas mães que desconhecem o que é amar e zelar por um filho.

 

A família não representa mais uma união estável e a base da educação de uma criança. Hoje os pais se separam porque querem subir na vida, porque conhecem alguém interessante, porque estão cansados da rotina, porque ficam desempregados, porque têm um bom emprego, e inúmeros outros motivos que poderiam ser elencados até o final da página. O fato é que para viver em sociedade é preciso respeitar a opinião um do outro e o mundo não respeita nada. Respeita apenas o desenvolvimento financeiro, econômico e tecnológico de um país. E o desenvolvimento humano? Onde fica? Ou melhor... o que desenvolvimento humano?

Outra pergunta que fica no ar é a questão ecológica dentro da responsabilidade social. Se houvesse de fato alguma preocupação com o bem estar da sociedade como um todo, haveria tamanha destruição nas florestas e matas? Haveria tantas espécies de animais em extinção?

Sugestão leitura e interpretação:

 A Banda (1965)
Marcha: Chico Buarque de Holanda
Intérprete: Nara Leão

  “A Banda” é uma marchinha que representa a poesia em sua plenitude. Fala de um lugar que parou para ver a banda (a poesia) passar cantando coisas de amor e nessa passagem, todos ficaram felizes e se esqueceram dos problemas.

Esqueça um pouco os cifrões, esqueça essa sociedade capitalista e rudimentar. Pare um minuto de seu tempo para ser feliz. Se você quiser fazer um pouquinho mais, seja a “felicidade” de alguém. Faça a diferença nem que seja para poucos. Não deixe tudo tomar seu lugar. Faça o bem infinitamente.

"Estava à toa na vida, o meu amor me chamou
Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor
A minha gente sofrida despediu-se da dor,
Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro, parou
O faroleiro que contava vantagem, parou
A namorada que contava as estrelas parou para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada, sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou pra ver a banda passar cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e cantou
A moça feia debruçou na janela, pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida, insistiu
A lua cheia que vivia escondida, surgiu
E a cidade toda se enfeitou pra ver a banda passar, cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto o que era doce acabou,
Tudo tomou seu lugar depois que a banda passou
E cada qual em seu canto, em cada canto uma dor
Depois da banda passar, cantando coisas de amor."